À SOMBRA DO FRÁSSINO
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Árvore de altiva imponência em território europeu, símbolo do vigor (“firmeza”) e da flexibilidade (“suavidade”), o frássino percorre a História, desde a Mitologia Nórdica, passando pela Botânica Contemporânea, até chegar às raízes da História de Paula Frassinetti e de sua Obra  que brotou da Fé, princípio básico de suas ações.

Frássino, do latim Phraxis significa tapume ou aquilo que estabelece limite entre um espaço e outro. Phraxis de Gênova, aquela jovem ousada que contemplava ao longe o limite do farol naquele oceano de Missão. Era preciso navegar em águas mais profundas... Frassineti, assim como todo humano, imagem e semelhança do Criador. O frássino é o símbolo do vigor, uma vez que na Mitologia Nórdica há o relato de que o primeiro homem tenha sido modelado de um tronco de frássino. Ainda nesta mesma tradição mitológica, deu-se ao frássino o caráter místico e mágico de ter o poder de espantar, com a sua presença em chamas (“O Facho ardente”), os maus espíritos e toda forma de enganação.

Na história das invenções e tecnologias do homem, o frássino foi madeira singular para a construção de “esquis” devido à sua firmeza e flexibilidade, além de ser tradicionalmente madeira utilizada na construção dos barcos à vela e grandes embarcações, de Colombo até os navegantes contemporâneos. A madeira do frássino era a mais adequada para o mastro do navio, aquele que se tornava o sustentáculo de toda a embarcação e que não se perdia no vento da rota. Em suas propriedades curativas, a Botânica e as Ciências da Saúde descobriram nesta planta, eficácia diurética, laxativa, geradora do bom hálito, produtora de um “maná” vigoroso para a primeira infância e para a terceira idade, além de muitos outros atributos. Se o nome nos imprime caráter, com certeza, em Paula Frassineti, há muito de Frássino e, em sua obra, há muito de sua identidade e vigor. Um frássino pode chegar a medir quarenta metros de altura, por isso, as suas propriedades e valor são também abundantes e fartas, uma vez que não se trata de um pequeno arbusto, mas de uma árvore imponente de tronco firme e copa frondosa.

À Sombra do Frássino, todo educador doroteano quer se assentar. O Frássino de Frassinetti é a sua Congregação de Santa Doroteia, fundada em Gênova em 1834, no compromisso com os mais pobres, e presente hoje, em todo o mundo, através de suas religiosas consagradas e dos leigos doroteanos .

O Frássino de Paula está plantado na Igreja, em suas múltiplas realidades e desafios, por todos os continentes onde a Congregação se faz presente. Este Frássino é Cristocêntrico em todas as suas ações e realizações.

Contextualizando a proposta de Paula, não seria descabido imaginar Zaqueu subindo em um Frássino para ver Jesus passar... Ao contemplar o Frássino, Jesus viu Zaqueu e disse “precisar ficar em sua casa”. Jesus decide se tornar íntimo de Zaqueu e o faz seu discípulo (Cf. Lucas 19,1-10).

Assim, estar À Sombra do Frássino da Frassinetti é ter a convicção de que podemos beber de uma Espiritualidade pautada na descoberta de uma vida nova segundo o Espírito. Esta vida nova nos compele a um novo jeito de ver, de relacionar-se e de agir. Para tanto, há que se aprofundar cada vez mais até às raízes do nosso frássino a fim de absorver da força do Carisma da Congregação a sensibilidade para perceber “quantas vocações possíveis se enraízam em Paula, pois importa sabê-las acarinhar...” (Capítulo Geral XX - 2009). Desfrutar da Sombra do Frássino é retomar as origens da Espiritualidade de Paula Frassinetti, a fim de contemplar no hoje da História, o desafio de lançar-se no futuro, tendo em Jesus de Nazaré e na Igreja as nossas grandes referências.

A segunda etapa de Formação da Escola para Formação Permanente de Leigos Educadores, denominada À Sombra do Frássino, prevê o Estudo e Aprofundamento do Documento de Espiritualidade das Irmãs Doroteias da Frassinetti. Trata-se de uma carga horária de nove horas anuais, em nível local, organizadas  em três horas por trimestre. A ideia é formatar esta etapa a partir da dinâmica do VER, RELACIONAR-SE e AGIR, que nasce e se alimenta, continuamente, a partir de uma profunda experiência de Deus em Jesus Cristo. Esta experiência pessoal e comunitária é o que nos identifica, na Igreja, como filhos e filhas de Paula, e nos unifica como Família Doroteia, para ser uma voz profética no mundo.

Partindo do Documento de Espiritualidade, as três dimensões da formação serão assim elencadas:

  1. Ver:
    “Ver tudo como Deus o vê só é possível  a quem, como Paula, vive de fé, a quem projeta em seu olhar, a luz que brota de sua relação íntima com Deus.” Ver em Paula é abandonar-se nos desígnios de Deus em suas divinas proposições e disposições. Ver à luz da Vontade de Deus é o grande diferencial da Espiritualidade do educador doroteano.
  1. Relacionar-se:
    Amar como Jesus amou e nos ensinou a amar é o valor, o critério definitivo que Paula assumiu em sua vida e que marcou, profundamente, o seu modo de relacionar-se com Deus, com as pessoas e a criação. Em Paula, a vida em comunidade é a expressão máxima do “Cor unum et anima uma in Corde Iesu” (Um só coração e uma só alma, no Coração Dulcíssimo de Jesus).

A marca distinta do relacionar-se em Paula é a disponibilidade para o exercício constante da caridade, a simplicidade, o encontro constante com os menos amados e os mais necessitados e o cuidado infinito para com toda a criação.

 
  1. Agir:
    Na Espiritualidade Doroteana, há a convicção de que o agir não tem outro fim senão a maior glória de Deus e o maior bem das almas.   Isto é, o agir  na Justiça do Reino, horizonte sob o qual Paula orientou a sua vida e a sua obra: a construção social que se antecipa aos tempos. Em Paula, a Glória de Deus é a promoção da Vida Humana. Viver, portanto, a Espiritualidade Doroteana é ter no humano a nossa opção preferencial. A finalidade de nossa ação educativa está na reconstrução de um tecido social humanizante. Todas as nossas ações devem levar-nos a ser instrumentos aptos nas mãos deDeus. É deixarmo-nos sentir como Fachos Ardentes, sempre animados pelo Santo Amor   de Deus.

A vitalidade, o dinamismo, o frescor da intuição originária de Paula Frassinetti nos une, Irmãs e Leigos na missão comum de evangelização que se enriquece com o dom próprio de cada um e, À Sombra do Frássino, reafirmam o compromisso de, confrontando a sua vida com a vida e o projeto de Jesus Cristo, descobrir novas maneiras de relacionar e agir, celebrando a vida e a esperança.

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